Copa América: Ciro critica Bolsonaro por sua “prioridade de governo genocida”

“Adoro futebol, mas a questão é não brincar com a vida dos brasileiros”

Por Bruno Ribeiro

O presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, criticou a decisão de Bolsonaro de avalizar, nesta segunda-feira (31), a realização da Copa América no Brasil em plena pandemia do coronavírus que já matou quase 500 mil brasileiros. O início dos jogos está previsto, segundo a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), para 11 de junho.

“Bolsonaro demora meses para responder ofertas de vacinas contra Covid, mas leva horas para aceitar que a Copa América aconteça no Brasil. Prioridades bem definidas de um governo genocida!”, condenou o ex-governador, nas suas redes sociais.

Inicialmente programada para ocorrer na Colômbia e na Argentina, o torneio continental ainda terá as cidades-sede divulgadas pela Conmebol e Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que fizeram a consulta prévia ao governo federal.

Para Ciro, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no Senado Federal, precisa “agir preventivamente” e convocar “o presidente da CBF e as autoridades esportivas para saber quais os cuidados que serão tomados”.

“A questão não é gostar ou não gostar de futebol. Eu adoro! A questão é não brincar com a vida dos brasileiros. E não fazer demagogia a troco da morte de inocentes”, afirmou.

CRISE HÍDRICA

O pré-candidato do PDT à presidência também alertou para a iminente crise hídrica que o país corre em em vídeo divulgado pelas redes sociais nesta segunda-feira (31). Para o ex-governador do Ceará, o país corre risco de sofrer um apagão devido a omissão do governo Bolsonaro.

“Dentro de muito pouco tempo, o Brasil vai enfrentar uma crise hídrica que afetará nosso sistema elétrico nas mesmas proporções, ou maior, que a crise de 2001”, criticou.

A crise, acrescentou, “vai trazer impacto negativo na produção, no emprego e na renda, com mais sofrimento à população. E, provavelmente, novo racionamento, com tudo de ruim que isso significa”, acrescentou.

Explicou que este ano o Brasil poderá viver “uma reedição da grave limitação energética após 20 anos, resultado da associação de falta de investimentos em geração e transmissão com redução drástica do volume dos reservatórios das hidrelétricas”.

Segundo Ciro, o Brasil foi induzido pelo governo federal a dois cenários: racionamento e blecaute.  “Enquanto a crise se aproxima, o que faz Bolsonaro? Nada. Apenas a acelera com a negociata da privatização criminosa e escandalosa da Eletrobrás. Uma privatização obscura e às escuras, como tudo do seu governo”, explicou.

“Ou a gente impede este crime ou mergulharemos em um apagão político e moral de proporções gigantescas”, finalizou.

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Confira a íntegra do vídeo aqui.