Com Ciro, Lupi acredita na volta dos direitos trabalhistas

Pedetista defende o resgate do Ministério do Trabalho, criado por Vargas em 1930

*Por Bruno Ribeiro

“Com Ciro [Gomes] presidente, vamos voltar com todos os direitos trabalhistas e garantir dignidade para os trabalhadores, que é o compromisso da história do trabalhismo e do PDT”, afirmou o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, nesta sexta-feira (26), ao ratificar a pré-candidatura do ex-governador do Ceará em vídeo divulgado nas redes sociais. A data marca os 91 anos de criação do Ministério do Trabalho pelo ex-presidente da República, Getúlio Vargas.

“Nós somos esse partido, que começa, lá com Getúlio em 1930, a opção pelos trabalhadores, pobres, fracos e oprimidos”, garantiu Lupi, que foi ministro da pasta entre 2007 e 2011, quando o país alcançou o pleno emprego.

Ao considerar a gestão varguista marcante e representativa, Lupi embasa seu posicionamento elencando diversas conquistas que precisam ser plenamente restauradas e asseguradas, como a organização de toda a legislação trabalhista, que se transformou na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) [em 1943] e contemplou a implementação da carteira de trabalho, do 13º salário, das férias remuneradas e da organização sindical.

“Continuamos até hoje lutando pela classe trabalhadora, que é a maioria da população, para ter seus direitos reconhecidos, remuneração digna e, principalmente, direito de trabalhar, que dá dignidade e autoestima”, relatou, em referência ao Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND), aprimorado por Ciro, desde 2018, para contemplar mudanças estruturantes na gestão federal.

O enfrentamento pedetista se tornou ainda mais necessário, segundo Lupi, após o início do governo de Jair Bolsonaro, que colocou em prática uma política de subtração de direitos a partir da extinção do ministério, em 2019. Esvaziado, foi recriado no segundo semestre deste ano.

Como consequência, o Brasil acumula recordes anuais de desemprego e de precarização da mão de obra. Atualmente, 13,2% da população está sem carteira assinada, o que equivale a mais de 14 milhões de pessoas. É, portanto, umas das maiores do mundo, de acordo com o ranking da Agência de Classificação de Risco Austin Rating.

“Hoje, nesse desgoverno que está aí, do profeta da ignorância, vemos a cada dia a destruição dos direitos dos trabalhadores. O CAGED [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], que chegou a ser uma referência para a política econômica e para a bolsa de valores, está completamente destruído”, condenou.

“Eles colocam, como dado de geração, empregos que não têm 13º salário, fundo de garantia e previdência. Empregos temporários precários”, exemplificou.