Ciro vincula a pior e atual crise do Brasil “ao desgoverno absoluto” de  Bolsonaro

No I Seminário Trabalhista, Ciro defendeu a necessidade de uma política socialmente responsável

O pré-candidato ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes, fez duras críticas à incompetência do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao responsabilizá-lo pela atual crise econômica vivida pelo Brasil, a maior de sua História. “É um desgoverno absoluto”, sintetizou Ciro em uma frase, a crise vivida pelo Brasil ao participar nesta segunda-feira (15), da segunda edição do ‘I Seminário Trabalhista’ para qualificação de prefeitos e vereadores com mediação e participação do ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves.

No evento virtual realizado em colaboração com a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP),  que contou com a participação virtual do ex-prefeito de Fortaleza (CE), Roberto Claudio, Ciro Gomes que fez uma análise da conjuntura que afeta a todo o país, chamando atenção para o progressivo aumento da crise pela continuidade do bolsonarismo no Poder, em Brasília.

“É um olhar de quem está muito preocupado porque a situação brasileira é a pior da história. Ninguém pense que é exagero retórico nessa minha frase. São os piores dez anos de desenvolvimento econômico dos últimos 120 anos da história brasileira”, relatou, ao citar a estatística de crescimento negativo (-0,2%) do país e o acumulado empobrecimento da sociedade.

“Nos últimos dois anos de governo Bolsonaro, mais de quatro milhões de pessoas abandonaram os planos privados de saúde e também entraram no  SUS porque no setor da Saúde privada  os planos não param de aumentar seus preços”, alertou.  Sobre as perspectivas econômicas, fiscais e tributárias brasileiras, Ciro, que também é vice-presidente nacional do partido, disse que os gestores pedetistas terão uma função fundamental.

“Os prefeitos e prefeitas precisam entender que terão um papel essencial a cumprir para contemporizar. E isso é possível”, lembrou.

“Para nós, do PDT, é muito importante ter a ideia, o projeto, a luta e a militância, mas discurso sem exemplo todo mundo é capaz de fazer no Brasil. E estamos diante da necessidade de exemplos concretos”, comentou.

Como parâmetros a serem seguidos, Ciro citou as administrações do PDT em Niterói (RJ), desde o o prefeito Rodrigo Neves e atualmente com o prefeito Axel Grael, e em Fortaleza, com Roberto Cláudio. Segundo ele, ambos saíram do governo com 80% de aprovação pelas pesquisas porque “tiveram capacidade de interferir na vida do povo com a forte presença de investimentos e a qualificação da infraestrutura dos serviços públicos.

“E quando não puderam fazer isso, não saíram de perto do povo e fizeram a humilde explicação e a prestação de contas, como homem público que esteja à altura da confiança popular em tempos de desmoralização da política”, acrescentou.

Progresso integrado

“A melhor forma de prever o futuro é tomar a sua construção nas mãos e realizá-la”. Ao resgatar uma frase do seu livro ‘Projeto nacional: O dever da esperança’ — que lançado em 2020 —, Ciro enalteceu a qualidade do segundo painel da série de debates. Mediado por Rodrigo Neves e com a contribuição do presidente da Fundação Brizola -Pasqualini, Manoel Dias, o evento contou também com a participação do prefeito de Cabo Frio (RJ), José Bonifácio (PDT), do vice-presidente da FLB-AP  paulista e coordenador do plano de governo do Ciro nas eleições de 2018, economista Nelson Marconi, e da atual secretária de Fazenda de Salvador (BA), Giovanna Victer, ex-colaboradora na área de finanças do prefeito Rodrigo Neves.

Reconhecendo a contribuição dos debatedores, Ciro aprofundou a análise sobre viabilidade e aprovação da gestão municipal. Como ponto de equilíbrio, ele colocou a proporção do volume de recursos disponíveis com os investimentos que transformam a realidade da população local. Procure fazer com que a diferença entre a receita disponível e a despesa necessária seja a maior possível. Não para qualquer tipo de especulação, como é a grande política nacional, mas para financiar uma estratégia de desenvolvimento e políticas públicas que qualifiquem a vida do nosso povo”, disse.

Nas despesas, onde cita como principal item o gasto com servidor público, Ciro sugeriu a construção de um diálogo transparente e a abertura para um governo participativo que evite o conflito distributivo.  “É preciso criar, logo na entrada, um fórum permanente de discussão da administração com a participação do prefeito”, indicou, ao associar boas administrações com  “radical transparência na conta pública”.

(por Bruno Ribeiro / OM / PDT-RJ)

Veja a íntegra da discussão e do debate aqui.