Ciro explica porque é nociva a política de preços da Petrobrás

O pré-candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, iniciou uma série de seis episódios para serem divulgados no Twitter e demais redes sociais sobre a política entreguista iniciada no governo de Fernando Henrique, do PSDB; continuada nos governos Lula e Dilma, do PT; e radicalizada após o golpe de 2016, o do impeachment de Dilma, nos governos de Temer e de Bolsonaro.

Fernando Henrique Cardoso quebrou em 1997 o monopólio da Petrobrás, instituído em 1953 por Getúlio Vargas quando criou a empresa, a maior do Brasil, quando revogou a Lei 2004/53, permitindo que petrolíferas estrangeiras se tornassem donas do petróleo brasileiro quando o extraíssem de nosso subsolo. FHC só não privatizou a Petrobrás devido a forte reação da sociedade, mas mesmo assim colocou ações da maior empresa brasileira na Bolsa de Nova Iorque por preços irrisódios.

Desta forma estrangeiros se tornaram donos de parte da empresa através da compra de US$ 7 bilhões em ações, papéis subavaliados porque já valiam mais de US$ 100 bilhões. Uma senhora negociata.

O desmonte prosseguiu nos governos Lula e Dilma porque, embora os petroleiros tenham pedido em praça publica e em passeatas que o governo Lula tornasse a Petrobrás, de novo, 100% estatal – isto não foi feito. Pelo contrário, depois da descoberta do pré-sal em 2006, a maior descobertao da indústria petrolífera mundial nos últimos 50 anos, graças a perseverança do então diretor de exploração da empresa, Guilherme Estrella, indicado para o cargo pela Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet); Lula em vez de reestatizar a empresa, colocou mais ações dela em Nova Iorque, avançando a fatia de estrangeiros donos da estatal brasileira criada para dar petróleo e derivados aos brasileiros, não lucros para especuladores estrangeiros.

No governo Dilma, na gestão de Bendine, começou a política de “desenvestimento” da Petrobrás – a venda de ativos – para fazer caixa e tirar a Petrobrás de setores importantes da economia nacional. O plano de entrega de ativos estratégicos da empresa foi aprofundada por Temer que nunca escondeu a sua intenção de privatizar a Petrobrás, tanto que a primeira audiencia que concedeu logo após assumir o cargo, após o golpe do impeachment, foi exatamente para o presidente internacional da Shell.

A partir de Temer a Petrobrás, comandada por Pedro Parente, que tinha sido do conselho de administração da empresa no tempo de FHC e um dos responsáveis pela tentativa de transformar a Petrobrás em Petrobrax, para vende-la, dolarizou no mercado interno o preço dos combustíveis e começou a escalada absurda de preços que levaram a população pobre do Brasil voltar, por exemplo, a cozinha com lenha – já que o bujão de gás já rompeu a barreira dos 100 reais e não para de subir.

A gasolina, o diesel e demais derivados, por sua vez, não param de subir e são diretamente responsáveis pela disparada da inflação por conta do fato do Brasil transportar as mercadorias em seu território continental em caminhões e não em trens, outra falha estratégica da economia brasileira. E o preço do Diesel não para de subir.

Além disto, as refinarias que estavam sendo construídas no país, especialmente as do Maranhão, de Pernambuco e do Rio de Janeiro (polo petroquímico do Comperj, em Itaboraí) tiveram suas obras criminosamente paralisadas, por conta do escandalo da lava jato divulgado dia e noite pela Rede Globo de Televisão, isto aliado a política entreguista da atual diretoria da empresa de vender refinarias – estão aprofundando ainda mais a crise dos combustíveis no país. Mesma política responsável pela entrega e venda, a preço irrisório, da maior rede de postos de gasolina do país – a BR Distribuidora.

Por conta dessa política, Ciro decidiu gravar esta série de vídeos explicando em linguagem simples à população porque os combustíveis e o gás de cozinha não param de subir, prejudicando a população.

(por OM)

 

Veja o primeiro vídeo da série: