Ciro, no Datena, aposta na renovação para unir o Brasil “sem salvador da pátria”

Em entrevista ao Datena, o pré-candidato do PDT defendeu o Projeto Nacional de Desenvolvimento

O pré-candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes, aposta na renovação como essência de uma alternativa eleitoral viável para integrar o país e resgatá-lo da pior crise social, econômica, fiscal e política da história.  “Eu quero unir o Brasil”, disse para o jornalista José Luiz Datena, da Rádio Bandeirantes, nesta sexta-feira (16).

“O passado é uma roupa que não nos serve mais. O Brasil é outro, os desafios são outros”, afirmou o pedetista, ao indicar que não mistura “política com sentimento pessoal”.

Sobre o valor da democracia e o poder do voto, Ciro evidencia a necessidade de concretizar escolhas baseadas em um pensamento objetivo de que “não existe salvador da pátria”.

“O Brasil precisa, desesperadamente, que o nosso povo vá às urnas com a mão na cabeça, e não no fígado, que é o ódio, nem no coração, que são as paixões e as gratidões.

Base

O Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND), que é aprimorado coletivamente desde a sua campanha de 2018, representa, segundo o ex-governador do Ceará, o alicerce para a formação de uma ampliada retomada progressista baseada em políticas de proteção social, desenvolvimento econômico e fortalecimento do Estado.

“Eu vou tentar propor um projeto que seja capaz de dar um lugar para cada brasileiro da classe média e do empresariado, mas, especialmente, estou preocupado em enfrentar essa miséria de massa, que é a pior da história do Brasil”, explicou.

Para Ciro, a proposta indica, de forma concreta, soluções para a série de problemas acumulados, nas últimas décadas, e potencializados no governo do presidente Jair Bolsonaro. Em destaque, o recorde de mais de 14 milhões de desempregados, a grave falta de vacinas e insumos, a desindustrialização contínua e o descontrole da dívida pública.

“Mais da metade do povo brasileiro está sem oportunidade de trabalho decente. Se virando de bico, sem qualquer garantia de vida, hoje ou no futuro, quando vier a velhice”, criticou.

“O buraco nas contas do governo não tem precedente. O Brasil perdeu três posições no ranking internacional. É a única grande economia do mundo que está encolhendo”, disse, ao citar os 900 bilhões deficitários, nos últimos 12 meses, e completar: “Pela primeira vez, está se aproximando de equivaler a um ano inteiro de produção de riquezas do país”.

(Por Bruno Ribeiro)