Ciro Gomes: “Ditadura é tempestade de dor, miséria e silêncio”

“Lutar pela Independência é saber construir um futuro radiante, é defender a pátria por amor”

Em  pronunciamento pelo Dia da Independência,  Ciro Gomes afirmou que a esmagadora maioria do povo brasileiro “é contra qualquer tentativa de golpe que destrua a nossa democracia” e renovou o seu compromisso pessoal com a paz, o desenvolvimento e a liberdade de todos os brasileiros porque, destacou, a “ditadura é tempestade de dor, miséria e silêncio”.

Segundo Ciro aconteça o que acontecer  hoje, no 7 de setembro, as instituições já estão reagindo com firmeza as tentativas de Bolsonaro – a quem definiu como ‘tiranete’ – de romper com o Estado de Direito, inclusive dentro dos quartéis deixando claro que a maioria das Forças Armadas não se aventurarão em golpes.

Ainda na opinião de Ciro, a maioria da população “está ao lado da ordem e da democracia”, o que não quer dizer que o momento que vivemos, de tentativa de golpe por radicais, não exija a máxima cautela  de todos os brasileiros defensores do Estado de Direito diante “do projeto naufragado de querer naufragar o país”.

Ciro destacou ue as vozes que hoje gritam absurdos nas ruas precisam saber que o que garante o direito deles se manifestarem é a Democracia que vivemos e que esta os alcançará, mais cedo ou mais tarde, pelo braço da Justiça.

Afirmou também que o que o Brasil deve esperar do dia de hoje, diante de tanto radicalismo,  é que todos hajam “com inteligência e equilíbrio” porque cláusulas pétreas da Constituição não podem ser feridas.  “Independência é defender vidas, não levar pessoas à morte”.

Atacando frontalmente Bolsonaro e seu governo, condenou a falta de ação diante da pandemia que já matou 580 mil brasileiros, o gravíssimo desemprego que afeta milhões de trabalhadores, criticou a destruição de direitos sociais dos trabalhadores e o grave aumento da pobreza.  “Lutar pela Independência é saber governar, é oferecer aos mais humildes saúde, educação e emprego – jamais mergulhar a população nas garras do desemprego e da miséria”.

Dirigindo-se aos mais pobres, frisou que a luta política, os riscos à liberdade, não afetam apenas aos mais ricos – mas a todos. Segundo Ciro, a ditadura provou que os mais pobres são os que mais sofrem, mais morrem –  sem Justiça e debaixo de chuvas de balas.

“Ditadura é tempestade e silêncio”, definiu.  E lutar pela Independência é saber construir um futuro radiante, é defender a pátria por amor, destacou. .

Veja a íntegra do pronunciamento de Ciro Gomes neste 7 de Setembro:

 

 

 

Preocupado com a possibilidade de confrontos, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, general da reserva de um dos militares mais respeitados pela tropa, afirmou ao “Estado de São Paulo” que “este ano o feriado (de 7 de Setembro) e as cores nacionais foram sequestrados por interesses políticos”, mas que os bolsonaristas fanáticos “não representam a maioria da população ordeira”.

Segundo Santos Cruz, “extremistas não representam aqueles que votaram por transformações em ambiente de paz, legalidade e prosperidade” e, diante do radicalismo, “a grande massa das pessoas de bem, motivada por boas intenções, não deve servir de escudo para extremistas, irresponsáveis e inconsequênctes. O 7 de Setembro é dia de celebração e não deve ser transformado em dia de conflito”.

Bolsonaro,  que decidiu transformar o 7 de Setembro em uma demonstração de força de seus seguidores diante do cenário de crescente fragilidade política de seu governo, vai discursar hoje pela manhã em Brasília e à tarde segue para São Paulo, onde também falará no evento programado para a Avenida Paulista. Acossado por investigações no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro escolheu o Judiciário, mais especificamente o ministro do STF Alexandre de Moraes, que vai presidir o TSE ano que vem, como alvos.

Mas ele também se vê às voltas com a CPI da Pandemia, a pandemia propriamente dita, a inflação crescente, a economia estagnada, a crise hídrica, perda de apoio no setor financeiro e em parte do agronegócio, popularidade em queda e mau desempenho nas pesquisas eleitorais para o ano que vem. As manifestações e seu ruído são a aposta para sair das cordas.

Acuado, ontem,  Bolsonaro editou Medida Provisória alterando o Marco Civil da Internet a fim de impedir que redes sociais e aplicativos suspendam ou bloqueiem contas. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, o objetivo é proteger a “liberdade de expressão”. Perfis e sites bolsonaristas têm sido sistematicamente retirados da rede por promoverem discursos de ódio, incentivarem atos antidemocráticos e disseminarem notícias falsas.

As redes amanhecem o dia 7 com as mãos atadas, impossibilitadas de expurgar desinformação.  O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), que foi relator do marco civil da internet, diz que há dois caminhos para derrubar a MP de Bolsonaro, antes mesmo que ela seja adotada pelas operadoras.

Um seria simplesmente o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), devolvê-la ao Executivo, por considerar que não há urgência nesse assunto que justifique a MP. Outro seria entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no STF.

Por via das dúvidas o STF reforçou a segurança pessoal dos dez ministros, recomendando ainda que eles evitem locais públicos. O prédio do Supremo, na Praça dos Três Poderes, já foi cercado por barreiras, em parte derrubadas esta madrugada e bolsonaristas fizeram um protesto em frente ao STF, gritando palavras de ordem como “supremo é o povo” e “Xandão na cadeia”, em referência ao ministro Alexandre Moraes. Uma faixa pedia que Bolsonaro usasse o Exército para “destruir o STF e o Congresso”.

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(Fonte: OM, Redes Sociais e Mídia)