Ciro critica Bolsonaro por priorizar bancos e mercado financeiro em vez de trabalhadores brasileiros

O ex-ministro Ciro Gomes, em entrevista aos jornalistas Tales Faria e Carla Borges, do UOL, fez pesadas críticas a forma com que o governo Bolsonaro está conduzindo o enfrentamento à pandemia do coronavírus  tanto no plano da saúde pública quanto no plano econômico. Segundo Ciro, é um absurdo que Bolsonaro – causando grande confusão na cabeça de milhões de brasileiros – recomende a população tomar cloroquina não sendo médico e, pior, ainda não ter sido cientificamente provado de que a substancia é realmente efetiva no combate à doença.

“Onde já se viu político passar remédio? Isso é papel de médico, não de político”, destacou Ciro que também criticou o fato de Paulo Guedes ter, através do Banco Central, entregue quase 1,4 trilhão de reais aos bancos e autorizado a compra de créditos podres desses mesmos bancos, em detrimento da população e dos trabalhadores – sufocados pela incerteza da doença e da crise econômica .

Ciro fez questão de lembrar que o Brasil já estava em recessão antes da chegada da pandemia, com milhões de desempregados, situação que se agravou ainda mais porque o governo – em vez de priorizar o socorro aos trabalhadores – priorizou o socorro aos ricos, aumentando ainda mais a desigualdade social que sufoca a sociedade brasileira.

Ciro falou sobre as perspectivas do Brasil após a crise, as questões políticas do momento e o que é necessário para o Brasil avançar. Veja a íntegra da entrevista.

Na entrevista, Ciro também fez críticas ao que definiu como “lulopetismo”, salvaguardando e citando lideranças petistas que também questionam internamente o direcionamento dado à legenda por sua principal liderança política, o ex-presidente Lula; e criticou também o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, embora tenha também condenado a forma como ela foi afastada pela direita – através de golpe político. A noite, a direção nacional do PT, através de sua presidente, Gleisi Hoffman, e das lideranças o PT na Câmara e ndo Senado – condenaram as críticas ao PT feitas por Ciro por não contribuirem “para a unidade da esquerda”. (O.M)