Ciro Gomes busca centro-esquerda para se fortalecer na disputa presidencial de 2022

Pré-candidato do PDT mostra projeto nacional construído e viabilizado em bases progressistas  

Em entrevista nesta quarta-feira (10) ao blog do jornalista Marco Antonio Villa o pré-candidato a presidente do PDT, Ciro Gomes, argumentou que o seu objetivo principal no momento é “reunir forças da centro-esquerda para promover o Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND)” para se credenciar na disputa eleitoral para o Palácio do Planalto em 2022.

A conversa durou cerca de 40 minutos sendo aberta por Marco Antonio Villa com uma pergunta sobre a decisão monocrática do ministro Edson Fachin de considerar nulas as sentenças do juiz Sergio Moro, da 13a. Vara Criminal, contra o ex-presidente Luiz Inácio da Silva. Ciro repetiu  o que vem dizendo há anos sobre a ilegalidade praticadas por Moro e seus procuradores, usando a polícia federal, em prejuízo da soberania e do Estado de Direito.

Entre os principais elos priorizados para 2022, o ex-governador do Ceará citou o diálogo produtivo com trabalhadores, jovens, empresários e agricultores para criar um vínculo dissociado de “ódios e paixões” por gestores do passado e do presente.

“Eu vou buscar essa aliança de centro-esquerda na base da sociedade brasileira, que significa médio, pequeno e grande empresário nacional – com quem eu tenho conversado muito –; a agricultura moderna, não escravista e não predadora do meio ambiente, que sabe dos boicotes que sofrerá; trabalhadores e a juventude”, lista, indicando o êxito no contato.

“Tem 55% do eleitorado que não se representa nesta confrontação odienta que nos remete ao passado. Aí tem uma grande confusão buscando esses 55%. E a vida está ficando cruel para alguns amadores. Vamos ver se o Sergio Moro escapa e se o Luciano Huck larga o contrato com a Globo”, analisou.

Sobre Jair Bolsonaro, Ciro entende que o presidente acumulará o ônus gerado por ações inapropriadas e que levaram o país a graves crises sanitárias, econômicas e sociais.

“Ele vai pagar muito caro por esse encontro macabro da forma trágica e genocida que administra a questão da vacina, do socorro emergencial e da tragédia econômica”, afirma o pedetista.

“Não dá para o Paulo Guedes empurrar com a barriga e conversa fiada, pois a realidade vai se impor. Nós temos 54% de aumento da gasolina e 41% do óleo diesel. Veja bem onde irão a inflação e o câmbio”, pondera.

(por Bruno Ribeiro /OM)

Confira a íntegra da entrevista aqui.