Ciro faz reflexão sobre a realidade e o futuro dos brasileiros

Com Projeto Nacional de Desenvolvimento, presidenciável do PDT mostra saída viável para o Brasil

Contra a polarização entre direita e esquerda nas eleições de 2022, uma alternativa progressista – viável – de centro-esquerda. Único com Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND), o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, vem propondo, em vídeos e debates nos últimos meses, uma reflexão sobre a realidade e o futuro do Brasil.

Defensor de uma modernização concreta para o Estado, que na sua opinião propiciará oferta de melhor qualidade de vida para todos, o trabalhista coloca como prioridade o combate às desigualdades acumuladas.

“Quando eu digo que sou progressista, e que tenho um moderno Projeto Nacional de Desenvolvimento, estou apontando uma direção clara para onde eu quero caminhar. Sou progressista porque não considero justo como organizamos nossa vida nacional. E porque também não concordo que brasileiras e brasileiros comuns tenham de lutar tanto para receber tão pouco de volta. Muito pouco. Quase nada”, analisou, em produção gravada no município de Monte Santo, na Bahia, e divulgada nesta segunda-feira (5).

“Só diminuiremos a desigualdade se estimularmos um grande movimento, uma grande onda para superar a injustiça e a mediocridade. Uma onda de qualificação dos brasileiros e do seu aparato produtivo”, completou.

Diferenciação

Pelo PND, Ciro aborda a aproximação entre governo e sociedade, em uma ação integrada de oferta de “oportunidades para aprender, trabalhar e empreender”, sem a simplória manutenção dos cidadãos como “apoiador a cooptar, beneficiário a manipular, seguidor a controlar e um ingênuo a explorar”.

“Este é o desejo da maioria dos brasileiros, que quer um regime baseado no esforço e na responsabilidade de cada cidadão. Um regime livre dos privilégios. Quero um regime diferente do atual, cujo modelo econômico se repete há décadas, não importa quem esteja governando. Se repete porque, salvo pequenas diferenças, eles governam da mesma forma e para os mesmos”, afirmou.

O ex-ministro da Fazenda é incisivo ao confrontar o sistema estruturado pelo mercado financeiro, que mantém, segundo os pedetistas, a renda e os benefícios longe das camadas mais pobres.

“O que fazem é proteger a riqueza dos ricos, distribuir pequenas porções para a classe média e migalhas para os pobres. Ou seja: imensas facilidades para pouquíssimos e total dureza para todos.  Isso acontece aqui, nas pequenas cidades do sertão, nas grandes cidades e nas cidades médias. No Norte, Sul, Leste e Oeste deste Brasil tão rico e tão belo, mas que desaprendeu a trabalhar para si e para seu povo”, relatou.

“O Brasil é muito mais que isso. O brasileiro é mais que isso, muito. O planeta Terra é muito mais que isso. Deus e o universo nos ensinam tudo isso”, encerrou, com o anúncio do lançamento, em breve, de nova série: “Canudos não se rendeu”.

(Por Bruno Ribeiro)