Ciro culpa Bolsonaro/Guedes pela alta de 103% no preço dos combustíveis em 2021

Impulsionada por Guedes, política do governo visa desmanche completo da Petrobras

*Por Bruno Ribeiro

Em 2021, o preço médio dos combustíveis subiu 103% no Brasil e no mesmo período a Petrobras bateu recorde de lucro líquido – R$ 75 bilhões – segundo denuncia do presidenciável Ciro Gomes, do PDT, em novo episódio da série de vídeos sobre o desmonte da estatal lançado nesta segunda-feira (22) através das redes sociais. Este é o quarto vídeo da série.

Segundo Ciro, o desmanche da maior empresa do país, está diretamente vinculado à política da Petrobrás de dolarizar o preços dos combustíveis no mercado interno, política iniciada na gestão de Pedro Parente à frente da Petrobrás, no governo de Michel Temer; mantida e acelerada por Paulo Guedes, agora no governo Bolsonaro.

Por conta dos chamados “desenvestimentos”, venda do patrimônio da empresa, já foram privatizadas várias subsidiárias da Petrobrás como a BR Distribuidora, a maior rede de postos de gasolina do país; gasodutos estratégicos ligando o Sudeste, refinarias que são estratégicas para o Brasil, jazidas de petróleo do pré-sal – a maior descoberta da indústria petrolífera mundial dos últimos 50 anos; a fábrica de fertilizantes da empresa, todo o setor de biocombustíveis, etc.

Com a estratégia de reduzir o refino, sucatear a estrutura, priorizar a importação e estabelecer a “dolarização” dos produtos vendidos no país, o ministro da Economia, Paulo Guedes, estimula, segundo o pedetista, os ganhos dos acionistas estrangeiros através da venda dos ativos por valores irrisórios, na sua opinião “verdadeiro assalto ao povo brasileiro”, que paga a conta dos derivados de petróleo em real.

“Bolsonaro está fazendo um desmanche da Petrobras e entregando fatias quase de graça a estrangeiros. Deixa refinarias paradas, importa combustíveis e os preços explodem. Esta política é o maior crime já praticado contra a soberania nacional e a economia popular”, denunciou Ciro no vídeo.

“Todas as refinarias da Petrobras estão trabalhando 30% abaixo de suas capacidades de produção porque o governo prefere comprar combustíveis nos Estados Unidos, pagando em dólar, a fabricá-los no Brasil. Eles alegam que esse tipo de compra aumenta os lucros, mas na verdade é uma política de morte premeditada do setor de refino no país”, afirmou.

Como resultado dessa política, disparada dos preços da gasolina, do diesel, e do gás de cozinha, entre outros derivados; também estão subindo praticamente sem controle itens essenciais para a vida dos brasileiros como os alimentos; enquanto essa mesma política garante a distribuição de R$ 64 bilhões como dividendos antecipados a acionistas da Petrobrás sem incidência de impostos.

“A diretoria nomeada por Bolsonaro também não usou um só centavo para abater a dívida da empresa, que já beira R$ 60 bilhões, nem investiu em novas tecnologias para melhorar a sua produção”, relatou Ciro.

“O modelo que o governo Bolsonaro montou para a nossa Petrobras é tão ruim, que nós somos o único país exportador que não pode comemorar quando o preço do petróleo aumenta no mercado internacional”, concluiu.