Ciro, após votação da PEC: “Não somo com bandidos nem falsos mocinhos”

“Bolsonaro e sua turma estão usando o auxílio emergencial  como desculpa para aumentar a maior roubalheira da história porque a tal PEC do calote não passa de um cheque em branco para eles tentarem isso – e o PDT disse não”, afirmou o pré-candidato  do partido à presidência da República, Ciro Gomes,  em vídeo divulgado nas  redes sociais logo após ser divulgado ontem a noite (9/11) o resultado final da votação do 2° turno da PEC  dos precatórios na Câmara dos Deputados: 323 votos a favor, 172 contra e uma abstenção.

Ciro saudou a virada da maioria da bancada do PDT, já que cinco deputados votaram com o governo e sairão do partido:

“Só posso agradecer aos companheiros deputados e deputadas do PDT que atenderam muito menos a mim do que as suas próprias consciências. Entendi  que (no 1° turno) tentaram atenuar os danos do projeto do governo, mas convencidos de que isto era impossível, mudaram seus votos e grandes partidos só crescem quando não perdem a sua essência – como o PDT, partido das causas  verdadeiramente coletivas e populares” cuja história se confunde com as de  Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola e  Darcy Ribeiro.

Dos 21 deputados do PDT, cinco não seguiram a orientação da Executiva nacional de votar no 2° turno contra o governo, contra a PEC dos precatórios: subtenente Gonzaga (MG), que participou da reunião da Executiva ontem ao meio dia e se opôs a decisão do partido de fechar questão contra a PEC, sendo único voto contrário ao posicionamento da direção nacional; três deputados que já estão respondendo a processos na Comissão de Ética do PDT  e só não saíram do partido por terem recorrido a Justiça judicicializando a expulsão – Marlon Santos (RS), Alex Santana (BA) e Flávio Nogueira (PI); mais a deputada Silvia Cristina (RO).

O pré-candidato do PDT disse também  que não considera em vão  a luta contra a PEC dos precatórios na Câmara, apesar da vitória do governo,  porque ela continua e deve ser vitoriosa no Senado.  Ciro criticou o que chamou de “práticas políticas desonestas” que  vem do governo FHC, mas passaram praticamente incólumes pelos governos Lula, Dilma e Temer – e agora estão sendo levadas ao extremo no governo Bolsonaro.   “Não compactuo com bandidos nem com falsos mocinhos”, destacou.

(por OM)

Assista ao pronunciamento de Ciro: