Cid classifica de “absurdo inominável” fim de gastos obrigatórios no orçamento com saúde e educação

No Senado, pedetista articula contra aprovação trecho da PEC pautada para esta quinta-feira (25) 

O líder do PDT no Senado e ex-ministro de Educação, Cid Gomes, classificou como “absurdo inominável” a inclusão, na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do auxílio emergencial de 2021, do fim da obrigatoriedade para governos federal, estadual e municipal de gastos mínimos para saúde e educação. A medida conta com a relatoria do senador Márcio Bittar (MDB-AC) e está pautada para a sessão da próxima quinta-feira (25). Diante da urgência, o pedetista promete intensificar articulações para que a medida não seja aprovada na Casa Legislativa.

“Farei cavalo de batalha para que isso não seja aprovado, isso é um absurdo inominável, absurdo inominável”, garantiu o parlamentar, que também foi governador do Ceará.

“Quer aproveitar o sofrimento de milhares de brasileiros e impor mais sofrimentos. Imagina se com esses limites mínimos para investimento, saúde e educação pública estão do jeito que estão, imagina sem. É um absurdo inominável, não dá nem para avaliar”, completou.

Pela Constituição, as gestões públicas precisam investir, ao menos, 25% da sua receita nos sistemas públicos de ensino e saúde.

(Por Bruno Ribeiro e Congresso em Foco)