Chico D’Angelo quer incluir Darcy Ribeiro no livro de Heróis da Pátria

Campanha é coordenada pelo Centro de Memória Trabalhista

O PDT lançou a campanha nesta terça-feira (1), através do Centro de Memória Trabalhista (CMT) para inscrever o antropólogo e ex-senador Darcy Ribeiro no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O Centro de Memória  trabalha o apoio, via mobilização de entidades e lideranças, para o projeto de lei 5894/2019, de autoria do deputado federal Chico D’Angelo (PDT-RJ).

Em conjunto com as fundações Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) e Darcy Ribeiro (Fundar), o partido considera fundamental o simbólico reconhecimento para o trabalhista que eternizou a defesa intransigente do ensino público de qualidade, Democracia, e defesa dos direitos sociais.

“Nada mais justo. Foi um homem de vanguarda defendendo nossos índios, o povo brasileiro e a educação de tempo integral. Um homem muito acima do seu tempo. Darcy Ribeiro é um herói da pátria brasileira por tanto que contribuiu para a nação”, exaltou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Para o secretário-geral nacional do partido e presidente da FLB-AP, Manoel Dias, a iniciativa representa um ato de justiça para quem sempre “promoveu a educação”. Segundo Maneca, “Darcy foi, inquestionavelmente, uma das mais impressionantes figuras e lideranças deste país pela sua história, cultura, amor à pátria e realizações”, disse.

No seu projeto, Chico D’Angelo detalha as conquistas de Darcy, como a criação dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) no Rio de Janeiro, construídos nos dois governos de Leonel Brizola no Rio de Janeiro. Iniciativa que foi ideologicamente combatida pelo empresário Roberto Marinho e opositores de Brizola, por ser uma escola pública absolutamente revolucionária: as crianças entravam de manhã, estudavam, almoçavam, tinham atividades físicas e de estudo à tarde, lanchavam, jantavam e iam para casa de banho tomado.

Brizola construiu mais de 500 Cieps nos seus dois mandatos como governador do Rio de Janeiro, enfrentando cerrada oposição da direita ao projeto. Moreira Franco, a partir de sua posse em 1987, abandonou as obras dos escolões em andamento, interrompendo também o funcionamento pedagógico das escolas já inauguradas – como o Ciep Tancredo Neves, o primeiro, no Catete; e a escola para 3 mil alunos que funcionava na passarela do samba, inaugurada em 1983 – dando uma destinação social, também, ao sambódromo.

Brizola volta ao governo do Rio de Janeiro em 1991 e retoma imediatamente o programa de construção dos Cieps, entregue à coordenação de Darcy Ribeiro, e no final de sua gestão entrega mais de 500 Cieps prontos e funcionamento, cada um deles com mil alunos em regime de escola de horário integral. Mas imediatamente ao assumir o então governador Marcelo Alencar, do PSDB, começa a tomar providências para o desmonte do projeto generoso de Brizola e Darcy Ribeiro voltado para as crianças pobres do Estado.

Segundo o deputado Chico D’Angelo, a mobilização para concretizar a proposta de tornar Darcy Ribeiro herói da pátria, como Leonel Brizola já é, é mais do que atual.

“Darcy Ribeiro lutou por um Brasil justo, soberano, democrático e solidário. Vamos fazer a campanha pela aprovação do projeto”, convocou o parlamentar, ao relembrar conquistas de Darcy, como a criação dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), no Rio de Janeiro, com autorização e total apoio do governador Leonel Brizola.

Mantido no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), o livro já conta com dezenas de nomes importantes da História nacional, como Tiradentes, Zumbi dos Palmares, o escritor Machado de Assis e o governador Leonel Brizola.incluindo o ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola; Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes; Zumbi dos Palmares e Machado de Assis.

(por Bruno Ribeiro / OM)