Rodrigo Neves assina contrato para início das obras de recuperação ambiental da Lagoa de Piratininga (RJ)

PDT Rio de Janeiro
20/08/2020

O pré-candidato a prefeito de Niterói, o engenheiro florestal e ambientalista Axel Grael (PDT), manifestou satisfação na sua página pessoal no Facebook pelo contrato assinado, hoje (20), para dar início às obras de recuperação ambiental da Lagoa de Piratininga. “É um dia histórico, um enorme passo em direção a um sonho que comecei a acalentar no início da década de 1980”, época em que era apenas dirigente do Movimento de Resistência Ecológica (More), uma das primeiras ONGs ambientalistas de Niterói.

“Sempre soube que as lagoas de Piratininga e Itaipu poderiam ser salvas e que eu tinha uma responsabilidade enorme nisso. E veio a oportunidade quando me tornei vice-prefeito e, posteriormente, secretário municipal. Foi com esta convicção e com o apoio do prefeito Rodrigo Neves, que me lancei a estruturar o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável), que inclui o Parque Orla de Piratininga (POP) e muitas outras ações de investimento em infraestrutura e sustentabilidade para a região”, explicou Axel na sua publicação.

Sobre o planejamento e preparação do PRO que irá começar agora, ele acrescenta “captamos recursos para isso junto à CAF, um banco multilateral, graças ao intenso trabalho e dedicação de uma forte equipe. O Parque Orla de Piratininga (POP) é uma grande inovação e um enorme avanço para a Região Oceânica e Niterói rumo à sustentabilidade. Gratidão a toda a equipe do Pro Sustentável e, em especial, ao prefeito Rodrigo Neves”, assinalou Axel.

As lagunas de Piratininga e de Itaipu, ao lado, eram lagoas de arrebentação (rompiam para o mar no verão, com as chuvas) que tiveram o seu regime de águas modificado primeiro com a construção do canal de Camboatá, na década de 40, para sanear o entorno de Piratininga – onde era grande a incidência de malária – por conta das características de suas águas, salobras, viveiro de mosquitos. Com a abertura do canal, os espelhos d’água de Piratininga e Itaipu, que eram independentes, ficaram iguais – ao mesmo tempo em que secou bastante o entorno de Piratinga, combatendo parcialmente a proliferação de mosquitos. E, claro, facilitando o loteamento de suas margens que antes eram anualmente alagadas, nas cheias.

As lagoas funcionavam como viveiro de peixes, camarões e aves marinhas. Mas no final da década de 70, outra intervenção – esta ainda mais drástica – mudou totalmente o regime das águas das lagoas: a Veplan Imobiliária fez uma dragagem do fundo da lagoa de Itaipu, aumentou a margem de areia junto ao mar, fez o loteamento que originou o bairro de Camboinhas – e também abriu um canal permanente da lagoa de Itaipu com o mar com a intenção de construir um acesso permanente da lagoa com o mar – rompendo o ciclo das águas das lagoas.

Por causa da dragagem de Itaipu, tornando-a mais baixa do que Piratinga, esta começou a esvaziar, aumentando cada vez mais suas margens – que foram ocupadas (chegou a existir a figura do lote subaquático de Piratininga na legislação de solo de Niterói) de forma legal  e ilegal. Hoje a Lagoa de Piratininga está assoreada e com gravíssimos problemas, a lagoa de Itaipu teve também o seu espelho d”água drasticamente reduzido, seu entorno virou uma espécie de manguezal, ao sabor da maré.