Antonio Neto: “Primeiro de Maio, o dever da esperança”

Por Antonio Neto (*)

Neste Primeiro de Maio, Dia dos Trabalhadores, o povo brasileiro levanta em mais um dia de luto e luta. Já são mais de 400 mil irmãs e irmãos que morreram pelo descaso e negligência daqueles que deveriam liderar o enfrentamento à mais grave crise sanitária de nossa história.

O Brasil quer mudar, quer um novo normal em que as promessas da Constituição Cidadã sejam cumpridas. Um tempo em que a sonhada democracia inunde as periferias, os sertões e os lares mais vulneráveis com uma educação emancipadora, um sistema de saúde universal e o direito ao trabalho digno.

Nosso povo quer um Brasil que olhe para o futuro para superar a mentira do passado e a tragédia do presente que tanto mal fizeram à nossa gente. Nós queremos voltar a sonhar, um direito que foi destruído por aqueles que prometeram ilusões a um povo que ousou acreditar.

A mudança exige um Projeto Nacional de Desenvolvimento que tenha coragem de mudar o velho modelo econômico, que acredite no nosso povo e que enfrente a velha lógica do trocar João por José e Maria por Ana. O caminho exige um norte, uma bússola acima de interdições ideológicas e simplificações populistas.

Queremos que o dia D e a hora H não sejam um futuro sem prazo, mas um presente verdadeiramente digno e justo para todos,  independente do CEP, da cor, do credo, do gênero ou da orientação sexual.

A sedução do senso comum em meio à deriva dos políticos e à arrogância dos intelectuais

O futuro que almejamos passa por uma nação que respeite o meio ambiente e sua riqueza intrínseca, que reúna quem trabalha e produz, que garanta aos seus filhos o direito à legítima organização dos trabalhadores e, sobretudo, que faça valer o direito à vida!

 

(*) Antonio Neto é presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)  e presidente do PDT-SP capital