Lupi e André Figueiredo condenam “imbecilidades” serem rotina no Brasil

Líder do PDT debate com netos de Brizola e Lupi faz duro pronunciamento

O líder da Oposição na Câmara, Deputado André Figueiredo (PDT/CE), responsabilizou o governo Bolsonaro pelo colapso brasileiro na pandemia e pediu um enfrentamento sistemático ao governo. “Não podemos nos afeiçoar às imbecilidades que estão virando rotina”, disse, nessa sexta-feira (19), em debate virtual com dois dos netos do governador Leonel Brizola, a deputada estadual do RS Juliana Brizola (PDT-RS); e o coordenador de Trabalho e Renda de Niterói (RJ), Brizola Neto; além do jornalista Miguel do Rosário.

Já o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, em pronunciamento através das redes sociais, responsabilizou Bolsonaro pelo colapso dos hospitais brasileiros em plena pandemia, por falta de insumos básicos para tratamento dos doentes.  “Genocida sim e um dia Bolsonaro vai parar na cadeia!  É questão de tempo”, afirmou.

Segundo Lupi, Bolsonaro é responsável direto pelo colapso na Saúde que o Brasil esá vivendo neste mês de março de avanço descontrolado do vírus. “(Contra) esse profeta da ignorância entramos com uma ação junto à Corte Internacional de Haia, por crime contra a humanidade; e também na Procuradoria-Geral da República pedindo a sua interdição”, explicou Lupi.

Ao condenar o governo federal por agir contra as medidas de isolamento social dos s governadores, Lupi chamou a atenção para as consequências do negacionismo. “O Brasil vive hojo pior momento da pandemia, sendo responsável por 25% das mortes por Covid que estão acontecendo no mundo”.

Aos jovens, alertou enfaticamente: “Basta, chega, acordem!”

“Será que as pessoas não param para entender que estão matando seus pais e seus avós. Isso não é brincadeira, é morte.  Se não for responsável e não gosta da sua vida, seja responsável por quem está em torno de você”, frisou Lupi.

ANDRÉ FIGUEIREDO

No debate com os netos de Brizola e o jornalista Miguel do Rosário, mediado  pelo presidente nacional do Movimento Cultural Darcy Ribeiro, Roberto Viana, este comentou na abertura: “O momento é de indignação, semanas após semanas, o Brasil assiste ao agravamento da crise sanitária”.

André Figueiredo, por sua vez, fez severas críticas a  PEC 186/19,) recém aprovada,  que deveria ser exclusiva para pagamento do novo auxílio emergencial, mas trouxe dentro dela dispositivo de  Paulo Guedes prejudicial aos servidores públicos.

“Para que essa ajuda de R$ 150 reais chegue aos necessitados, o governo está suprimindo direitos do funcionalismo público, congelando salários. Na verdade, a preocupação principal do governo jamais foi ajudar aos mais necessitados, mas sim avançar no ajuste fiscal”.

Ao citar a crise sanitária e hospitalar, Juliana Brizola deu como exemplo dessa tragédia o colapso de Porto Alegre (RS), que fechou as emergências dos principais hospitais e atualmente tem falta de respiradores, de profissionais de saúde, de vacinas – tudo isto, na opinião dela, reflexo direto da péssima gestão federal no setor de Saúde.

“O inominável que está na presidência da República puxa a falta humanidade. Isto é o que mais identifico no Bolsonaro”, frisou, lembrando ainda o recente deboche de Bolsonaro, simulando a falta de ar que acomete aos moribundos de Covid-19.

Brizola Neto referendou as palavras da irmã, explicitando ainda que o Brasil se tornou o epicentro da pandemia no mundo. “Infelizmente, o Brasil vai na contramão da humanidade consolidando a gestão de um canalha despreparado. Por isso os indicadores da pandemia explodiram, redes de saúde colapsaram e quase 300 mil já morreram por causa dessa doença”, pontuou.

“O único responsável é o senhor Jair Messias Bolsonaro, que, desde o primeiro momento, negligenciou a pandemia, pregou contra as medidas de isolamento social e o mais grave de tudo: negligenciou a compra de vacinas”.

Miguel do Rosário, repassando os últimos seis anos de instabilidade política no país, afirmou que é o maior de todos os desafios é “dar esperança ao povo” brasileiro.

“O Brasil vive uma encruzilhada em todos os sentidos: econômico, sanitário e até político. É difícil conceber uma situação mais difícil do que a que vivemos hoje. O Brasil vive crises sucessivas, desde 2015 e elas se aprofundam mais ainda”, mencionando exemplos de sucesso no  combate racional ao Covid-19 em outros países.

(Por Bruno Ribeiro / OM / PDT-RJ)

charge: Aroeira

Assista pronunciamento de Lupi aqui.

Debate de André com Juliana e Brizola Neto, clique aqui.