“A CPI da Covid é o começo do fim de Bolsonaro”, garante Lupi para revista Forum

Segundo o presidente nacional do PDT, as divergências do campo progressista devem ser ideológicas

“CPI é o começo do fim do Bolsonaro”, projeta o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ao analisar nesta segunda-feira (3), em entrevista para a Revista Fórum, a evolução da investigação promovida pelo Senado Federal sobre as ações do governo federal no enfrentamento da Covid-19.

“Eu tenho esperança que essa CPI consiga encostar, na parede, esse genocida e a gente consiga ir para o impeachment dele, sim”, disse, ao listar a série de ações bolsonaristas que contribuíram, desde março de 2020, para as mais de 400 mil mortes pelo coronavírus.

“Assassino como ele, que está na presidência da República, só tem uma solução: vê-lo na cadeia”, acrescentou, com menção às denúncias feitas pelo partido na Corte de Haia, na Holanda.

Diferenças

Sobre as posições apresentadas pelas representações do campo progressista, Lupi defende que existam manifestações e diálogos baseados na análise programática, como no vídeo lançado pelo PDT com o pré-candidato a presidente da República, Ciro Gomes, e o Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND). “Temos diferenças, não somos inimigos”, lembrou.

“A divergência de ideias tem que ser debatida. O que não pode é baixar para o pessoal. A gente tem que sair do adjetivo e ficar no substantivo”, argumentou, diante do cenário político e econômico nas últimas duas décadas.

Sobre o acúmulo de capital das camadas mais ricas durante o governo Lula, entre 2003 e 2011, Lupi ratificou a ocorrência de uma das maiores incidências de “rentismo” no país.

“Foi um erro de estratégia de política. Você não fez o combate que tinha que fazer com aquele que é o câncer da sociedade moderna: o sistema financeiro. É o ganho fácil, o lucro pelo lucro”, afirmou, propondo a democratização do capital produtivo.

Ao colocar Jair Bolsonaro como “principal inimigo”, o pedetista defende a convergência de forças para combater o bolsonarismo.

“Essa coisa ruim que está na presidência da República é o nosso inimigo. É ele que nós temos que derrotar”, destacou, desmembrando para a realidade nos estados.

“Eu sonho de ver o segundo turno com Lula x Ciro. Qualquer que seja o resultado, o povo sai ganhando”, completou, ao dizer que o partido aceita o apoio dos conservadores “lúcidos”.

Confira a entrevista, na íntegra, aqui.

(Por Bruno Ribeiro)