José Bonifácio: “Estou animado; estou tranquilo”.

Nem as fortes chuvas que trouxeram tantos transtornos ao Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, dia 8 de abril, impediram que a militância pedetista, em peso, aplaudisse o feliz retorno do presidente em exercício do PDT-RJ, José Bonifácio, às atividades, depois de seu afastamento, provocado por uma operação.

Coube a ele dirigir a reunião, ordinária, do Diretório Estadual, em que três temas foram recorrentes: a agressão de Sérgio Cabral, em busca de uma delação premiada, ao governador Brizola; o desmonte do Estado brasileiro, principalmente na educação e nas garantias individuais; e a importância de o PDT ter candidatos competitivos e alinhados com as bandeiras pedetistas, nas eleições do próximo ano.

Foi com este último tema que José Bonifácio iniciou a reunião, explicando que, neste seu retorno, pleno, sua principal tarefa é dar total atenção aos diretórios do interior, e para isto “estou animado, estou tranquilo, tranquilo; vocês podem ter certeza disto; principalmente porque os companheiros têm sido muito solidários”.

– “Eu tenho pedido aos companheiros, principalmente do interior e da Baixada, que se esforcem muito, no sentido de que a gente possa identificar pessoas, em todos os municípios, que tenha uma linha de coerência e de ação conosco para que a gente possa fazer uma boa nominata de vereadores; e um esforço redobrado para candidatos a prefeito”.

Dois parlamentares pedetistas fizeram prestação de contas de suas atuações neste primeiro trimestre. A deputada Martha Rocha – que vai participar de um encontro, em Assunção, no Paraguai, a convite da CNBB, para discutir a questão dos direitos humanos, com políticos do Cone Sul –, presidente da Comissão de Saúde da Alerj, denunciou o total abandono da saúde no Estado e nos municípios, principalmente em São Gonçalo e Baixada Fluminense.

O vereador Fernando William explicou seu voto a favor da admissibilidade do pedido de impeachment do Prefeito do Rio de Janeiro. De início, disse que “eu acho que nós não devemos ter, como política, banalizar o impeachment”, em respeito ao voto popular; e lembrou o que ocorreu com Dilma, que levou o Brasil a uma situação de caos.No caso do prefeito Crivela, prosseguiu, houve uma renovação indevida de um contrato com empresas que, inclusive, estavam inadimplentes com a Prefeitura; e, por isto, nem poderiam participar de uma concorrência, como determina a lei. “Não aceitar a admissibilidade é o quê? Daqui a pouco, quem está o Ministério público somos nós, por deixar de fiscalizar as ações do Executivo”. Fernando Willian colocou-se à disposição do Diretório Estadual para discutir, passo a passo, sua atuação durante este processo.